sábado, 24 de setembro de 2011

QUEM FOI SEU AMOR E TE DEU AMOR, NÃO MERECE INJUSTIÇA


Um dia a gente desperta...


Um dia a gente desperta do amor para: 
a traição, abandono, desprezo, vergonha e muita indiferença...e não consegue entender.
Em uma busca desenfreada por resposta, não encontra, então, vem o desespero sem solução
a alma se perde no peito, o coração oprimido, a vida perde o sentido, a graça, o riso e a esperança.
O choro toma conta dos olhos, até a alma chora.
Suspiros longos e estremecidos... Não tem lugar bom, tranquilo, não há mais paz.
A fome vai embora, nos esvaziamos de alegria, como flor que se despede, murcha e caem pétalas por pétalas... O perfume não exala mais ao vento... Outras flores virão e a que cai ficará esquecida.
Assim sem razões a pessoa substituída entristece e quase morre.
Não é justo não lutar para defender quem tanto nos amou, e nem se justifica a maldade quando não se ama mais quem tanto se amou.
AUTOR: Marilene G. Da  Silva






O Rouxinol e a Rosa !!!

Era uma vez, um Rouxinol que vivia em um jardim.
No jardim havia uma casa, cuja janela se abria todas as manhãs.
Na janela, um jovem, comia pão, olhando as belezas do jardim.
Sempre deixava cair farelos de pão, sobre a janela.
O Rouxinol, comia os farelos, acreditando que o jovem
os deixava de propósito para ele.
Assim criou um grande afeto,
pelo jovem que se importava em alimentá-lo,
mesmo com migalhas.

O jovem um dia se apaixonou.
Ao se declarar a sua amada,
ela disse que só aceitaria seu amor,
se como prova, ele desse a ela,
na manhã seguinte, uma rosa vermelha.
O jovem, percorreu todas as floriculturas da cidade,
sua busca foi em vão,
não encontrou nenhuma rosa vermelha
para ofertar a sua amada.
Triste, desolado,
o jovem foi falar com o jardineiro da casa onde vivia.
O jardineiro explicou a ele,
que poderia presenteá-la com
Petúnias, Violetas, Cravos, menos Rosas.
Elas estavam fora de época,
era impossível conseguí-las, naquela estação.

O Rouxinol, que escutara a conversa,
ficou penalizado pela desolação do jovem,
teria que fazer algo para ajudar seu amigo,
a conseguir a flor.

Assim, a ave procurou o Deus dos pássaros que assim falou:
* Na verdade, você pode conseguir uma Rosa Vermelha
para teu amigo, mas o sacrifício é grande,
e pode custar-lhe a vida!
* Não importa respondeu a ave. O que devo fazer?
* Bem, você terá que se emaranhar em uma roseira,
e ali cantar a noite toda, sem parar, o esforço
é muito grande, seu peito pode não agüentar.
* Assim farei, respondeu a ave,
é para a felicidade de um amigo!

Quando escureceu, o Rouxinol,
se emaranhou em meio a uma roseira,
que ficava frente a janela do jovem.
Ali, se pôs a cantar, seu canto mais alegre,
precisava caprichar na formação da flor.
Um grande espinho,
começou a entrar no peito do Rouxinol,
quanto mais ele cantava,
mais o espinho entrava em seu peito.
O rouxinol não parou, continuou seu canto,
pela felicidade de um amigo,
um canto que simbolizava gratidão, amizade.
Um canto de doação, mesmo que fosse da própria vida!
Do peito da pobre ave, começou a escorrer sangue,
que foi se acumulando sobre o galho da roseira,
mas ela não se deteve nem se entristeceu.

Pela manhã, ao abrir a janela,
o jovem se deteve diante da mais linda Rosa vermelha,
formada pelo sangue da ave, nem questionou o milagre,
apenas colheu a Rosa.
Ao olhar o corpo inerte da pobre ave, o jovem disse:

* Que ave estúpida!
Tendo tantas árvores para cantar,
foi se enfiar justamente em meio a roseira que tem espinhos...
Enfim:
Cada um dá o que tem no coração...
Cada um recebe com o coração que tem....
Autor Desconhecido 


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